Salvar a <i>Qimonda</i>
Os trabalhadores da Qimonda na Alemanha e em Portugal continuam a lutar pela viabilização desta empresa de tecnologia de ponta. No Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo exigiu apoios.
O sector estratégico da nanotecnologia desaparecerá na UE
Cerca de 200 trabalhadores da Qimonda de Munique, manifestaram-se, dia 13, junto do Ministério da Economia da Baviera, em protesto contra as afirmações do titular da pasta, Martin Zeil, que recusou ajudas do Estado para viabilizar o grupo, alegando que não existe um plano que assegure o seu futuro. As declarações do ministro foram repudiadas pela Comissão de Trabalhadores, que o acusou de prejudicar as negociações em curso com potenciais investidores.
Na quinta-feira, 12, o jornal Saechsiche Zeitung, de Dresden, noticiou que a administração da empresa pretende obter um financiamento junto da comissão de credores, a qual também inclui o governo português, de modo a manter a laboração em Abril.
O risco de encerramento da Qimonda, que emprega cerca de dois mil trabalhadores na unidade portuguesa em Vila do Conde, esteve em debate, dia 11, no Parlamento Europeu, onde a deputada do PCP Ilda Figueiredo alertou para a importância estratégica da empresa, no seio da qual funciona o único local de pesquisa no domínio da nanotecnologia na Europa.
«A União Europeia não pode continuar a deixar destruir as suas indústrias, designadamente numa área estratégica, e ficar dependente dos EUA e de países da Ásia que apoiam as suas indústrias», observou a deputada lamentando a insensibilidade demonstrada pelo comissário Spildla perante o Parlamento em relação à importância da Qimonda e da sua produção.
Ilda Figueiredo defendeu todas as formas possíveis de apoio, incluindo «ajudas estatais, apoios financeiros comunitários e garantias de crédito (...) para desenvolver esta área industrial e criar mais empregos com direitos».
Na quinta-feira, 12, o jornal Saechsiche Zeitung, de Dresden, noticiou que a administração da empresa pretende obter um financiamento junto da comissão de credores, a qual também inclui o governo português, de modo a manter a laboração em Abril.
O risco de encerramento da Qimonda, que emprega cerca de dois mil trabalhadores na unidade portuguesa em Vila do Conde, esteve em debate, dia 11, no Parlamento Europeu, onde a deputada do PCP Ilda Figueiredo alertou para a importância estratégica da empresa, no seio da qual funciona o único local de pesquisa no domínio da nanotecnologia na Europa.
«A União Europeia não pode continuar a deixar destruir as suas indústrias, designadamente numa área estratégica, e ficar dependente dos EUA e de países da Ásia que apoiam as suas indústrias», observou a deputada lamentando a insensibilidade demonstrada pelo comissário Spildla perante o Parlamento em relação à importância da Qimonda e da sua produção.
Ilda Figueiredo defendeu todas as formas possíveis de apoio, incluindo «ajudas estatais, apoios financeiros comunitários e garantias de crédito (...) para desenvolver esta área industrial e criar mais empregos com direitos».